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O STATE foi destaque em matéria para assinantes no site do Estado de S. Paulo. Com o título original - "Galpões industriais mudam de cara: por que a Vila Leopoldina tem atraído tantas startups", o texto destaca o STATE como um ambiente que estimula a colaboração entre indústria, startups, criadores e pesquisadores. Leia o texto completo abaixo.
Entre 1940 e 2010, o galpão de tijolos de 10 mil m² na Avenida Manuel Bandeira, na Vila Leopoldina, fez parte da industrialização de São Paulo. A usina produzia insumos metalúrgicos para montadoras e linhas de produção pela cidade. A “fábrica das fábricas”, como era conhecida, abriga hoje startups, centros de inovação de grandes empresas, agências criativas, estúdios de mídia e núcleos corporativos internacionais.
A sede do STATE Innovation Hub exemplifica a transformação recente da Vila Leopoldina, na zona oeste. A antiga zona industrial e logística está em transição para um território urbano de uso misto. Além da tecnologia, se destaca pelo desenvolvimento de soluções urbanas, iniciativas sustentáveis e na economia criativa.

Empresas que se mudam para a Vila Leopoldina deixam o recado de que a inovação não acontece só onde o mercado já está consolidado, mas também onde há espaço para transformação. A expectativa é de que a população local cresça de 46 mil para 116 mil pessoas nos próximos 30 anos, segundo a Prefeitura.
A localização ajuda: os espaços se conectam tanto ao centro acadêmico do Butantã (USP, Ipen, IPT) quanto aos eixos de transporte, como as Marginais Pinheiros e Tietê, a Rodovia Castelo Branco e as avenidas Gastão Vidigal e Imperatriz Leopoldina.

É um território em mutação. Ainda há muitos galpões com placas de "aluga-se". Grandes terrenos subutilizados convivem com ocupações irregulares. Por outro lado, o valor imobiliário da Vila Leopoldina é maior do que o da média do município. “Há risco de atrito entre comunidades da região e interesses imobiliários”, diz Luciana Hashiba, coordenadora do mestrado profissional em inovação corporativa da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV.
Dois eixos de alto valor imobiliário convergem para a área: o do Rio Pinheiros e o da Barra Funda, Perdizes, Lapa e parte da própria Vila Leopoldina. O valor médio do m² para aluguel na Vila Leopoldina cresceu 10% em um ano, passando de R$ 59,2 para R$ 65,1 (dez/24 vs/ dez/25), segundo o Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb. A valorização foi maior que a registrada, em média, na cidade, mas o valor ainda fica abaixo. Em São Paulo: de R$ 65,6 para R$ 71,0 - alta de 8,2%.

Algumas construções, como aquela do início, espelham diversas camadas do tempo. Em uma construção com pé-direito de 15 metros, o retrofit do galpão do STATE preservou marcas do passado industrial. São as “rugas” da construção, define o empreendedor Jorge Pacheco, fundador e CEO do STATE. Ao mesmo tempo, a reconstrução abriu espaço para novos usos. A construção térrea ganhou um mezanino e vegetação nativa. Assista a entrevista completa feita pelo Estadão com o CEO Jorge Pacheco. Créditos: Estadão.
O ambiente foi projetado para refletir a luz natural o dia todo, com imensas janelas que percorrem o prédio de fora a fora. Ali, a lógica não é a de coworking tradicional, mas de um ambiente híbrido: de mesas compartilhadas a estúdios privativos. O STATE abriga cerca de 1,2 mil profissionais de 110 CNPJs. Para ocupar o espaço, a primeira faixa de valores é de R$ 500 por membro.
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Era um ambiente assim, que estimula a colaboração entre indústria, startups, criadores e pesquisadores, que a Braskem procurava. A empresa decidiu criar o Cazoolo, laboratório de design voltado à economia circular de embalagens.
“Estar ali significava intensificar a troca de conhecimento com empresas que não necessariamente atuam no ‘core’ do negócio petroquímico”, afirma Pier Pesce, head do Cazoolo e de Desenvolvimento de Negócios em Economia Circular da Braskem na América do Sul.
A proximidade com outras operações da companhia e centros de pesquisa ajudou, mas o diferencial é a possibilidade de encontros e trocas que dificilmente ocorreriam no ambiente corporativo tradicional. Desde sua criação, em 2022, o Cazoolo se consolidou como espaço de prototipagem rápida. Equipado com tecnologias como impressão 3D e ferramentas de teste industrial, o hub permite transformar ideias em protótipos em ciclos curtos, sempre orientados pela circularidade e impacto ambiental.
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Na área de propriedade da Votorantim, mas sem vínculo direto com bancos ou empresas de tecnologia, o STATE opera com liberdade de curadoria, temas e parcerias, segundo seu fundador. Esse gaúcho de Porto Alegre, com a fala mansa e o braço direito fechado com tatuagens, é um empreendedor de carteirinha. Após atuar por mais de uma década no mercado financeiro, Pacheco foi sócio do Plug.co, um dos primeiros coworkings de destaque no País, e colaborou na estruturação do Cubo Itaú, maior hub de inovação da América Latina.
A independência do espaço foi importante quando a Edenred, do setor de serviços, e o banco BNP Paribas Brasil, se uniram para lançar o La Fabrique, em 2020. O espaço, que fica dentro do STATE, reúne startups, universidades, parceiros e colaboradores das duas companhias francesas em um mesmo ambiente. A inspiração foi o Station F, em Paris, um dos maiores hubs de inovação do mundo, instalado em um antigo galpão industrial.
“A ideia era criar um lugar arquitetonicamente diferente, que inspirasse colaboração e inovação”, afirma Charlotte Guinet, gerente de inovação da Edenred. Para ela, o STATE oferecia exatamente esse diferencial: aberto, sem barreiras físicas, que favorece a troca de ideias.

É um espaço para ruptura da rotina, segundo Natália Lacerda, superintendente de inovação do BNP Paribas Brasil. “É o dia em que o time sai do escritório para pensar diferente”.
Cinco anos depois da inauguração, o balanço é positivo. “Quando chegamos, ainda havia indústrias em funcionamento. Hoje, vemos restaurantes, empresas, eventos e uma nova dinâmica urbana”, diz Charlotte.
Quando a WPP, maior grupo de publicidade e comunicação do mundo, decidiu reunir, em um único endereço, suas 21 empresas espalhadas por São Paulo, a escolha da Vila Leopoldina foi uma decisão estratégica. No câmpus integrado da holding britânica, o objetivo é trabalhar em um mercado de comunicação cada vez mais integrado.
Integrante do Distrito de Inovação do governo paulista, projeto que quer aproximar o polo científico da região e a iniciativa privada, a empresa busca se articular com universidades, empresas e o poder público. “A proximidade com a USP foi fundamental para a escolha da região”, diz o italiano Stefano Zunino, country manager da WPP.
De um lado, havia a necessidade de aproximar áreas antes separadas, como publicidade, mídia, dados, tecnologia, comércio digital e inteligência artificial. De outro, a busca por um entorno urbano capaz de atrair talentos, dialogar com universidades e criar vínculos com a vizinhança. Não há muros separando a empresa da calçada da Avenida Mofarrej. No térreo, a fachada ativa, com seis espaços comerciais, promete abertura à comunidade, com acesso pelo interior e pelo exterior do prédio.
Internamente, o desenho foi pensado como ferramenta de gestão. O projeto foi encomendado à Brookfield Properties para ser um câmpus aberto e horizontal para melhor conexão. Em vez de andares, o espaço permite que cada empresa mantenha sua identidade, mas compartilhe áreas comuns. A arquitetura aberta, sem salas fechadas, reflete uma aposta na colaboração.
O empreendimento da WPP está no perímetro da Área de Intervenção Urbana (AIU) do Arco Pinheiros que prevê um conjunto de medidas urbanísticas voltadas à transformação do entorno do rio com o mesmo nome. O plano prevê habitação de interesse social, obras de drenagem, novos corredores de ônibus, ciclovias, parques e praças.
Entre as ações em andamento, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras negocia com empresários da região para o desenvolver um projeto de microdrenagem da Avenida Miguel Mofarrej, que deverá ser posteriormente doado à Prefeitura para a execução das obras.
Reportagem: Gonçalo Junior; Design: Bruno Ponceano; Infografia: Bruno Ponceano e Gisele Cristiane de Oliveira; Editora de infografia: Regina Elisabeth Silva; Editor de Metrópole: Victor Vieira; Editores-assistentes de infografia: Adriano Araujo e William Mariotto.
*originalmente esta reportagem foi publicada para assinantes no site do Estado de S. Paulo. Com o título original - "Galpões industriais mudam de cara: por que a Vila Leopoldina tem atraído tantas startups" - que foi reduzido para se adequar aos nossos padrões de publicação.

A Vila Leopoldina entra na rota da inovação de São Paulo. Em reportagem do Estadão, o bairro é retratado como polo de economia criativa e soluções urbanas, com o STATE como espaço de colaboração e futuro urbano em construção
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O mercado Phygital deve atingir US$ 52,5 bilhões até 2030. No Brasil, 88% dos consumidores já usam tecnologias integradas. Nesse cenário, a ONE.LAB, residente do STATE, une inovação e responsabilidade para transformar o espaço urbano.
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STATE é protagonista na recente reportagem do Estadão sobre a Vila Leopoldina. O texto destaca como o bairro, na zona oeste de SP, tornou-se um polo de economia criativa e soluções urbanas, unindo projetos sustentáveis ao desenvolvimento tecnológico e cultural