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O que é Deep Tech?
Os negócios de base científica nunca estiveram tão em evidência como nos últimos meses. Seja na contribuição direta no combate à pandemia, ou de forma indireta possibilitando a transformação digital de inúmeros negócios e segmentos. No texto a seguir vamos falar sobre a definição de Deep Techs e como essas tecnologias são aplicadas.
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Já utilizado em centros de pesquisa pela comunidade científica, Deep Tech coloca debaixo do mesmo guarda chuva empresas criadas a partir de descobertas científicas em diferentes áreas como biotecnologia, engenharia e arquitetura de dados, genética, matemática, ciência da computação, robótica, química, física e tecnologias mais sofisticadas e profundas com algum tipo de inovação significativa, como explica Swati Chaturverdi, a co-fundadora & CEO da plataforma de investimento-anjo Propel (X).


“Empresas de Deep Tech são baseadas em descobertas científicas tangíveis ou inovações de engenharia. Eles estão tentando resolver grandes problemas que realmente afetam o mundo ao seu redor.” (Swati Chaturverdi)


Em março de 2020, Joshua Siegel e Sriram Krishnan, ambos do Departamento de Ciência da Computação e Engenharia do MIT, escreveram uma carta aberta para a academia estadunidense propondo uma nova abordagem de definição do termo que em resumo define Deep Tech como “uma tecnologia difícil de ser desenvolvida no presente, mas com um potencial de se tornar uma necessidade básica, difusa e fácil de ser implementada no futuro.”.


Por mais que tentar chegar a uma definição possa parecer um exercício bastante ousado, quando falamos de uma área de tamanho conhecimento e aplicação, negócios que se enquadram dentro deste termo tem grandes chances de se tornarem, de fato, os futuros “unicórnios” do ecossistema por se tratarem de soluções que irão impactar positivamente não só um grupo determinado específico de pessoas, mas sim grande parte da população mundial.


Um exemplo bastante próximo da aplicação da Deep Tech que tivemos em 2020, foram as vacinas de mRNA da BioNTech e Moderna desenvolvidas a partir dos estudos da cientista húngara Katalin Karikó.


Em entrevista ao EL PAÍS, Karikó conta que sua pesquisa começou no início da década de 1990 com pouco apoio financeiro já que nenhuma universidade ou investidor enxergou uma aplicação a curto ou médio prazo desta solução. Porém, 3 décadas depois, sua pesquisa é utilizada para ajudar no combate da mais séria crise sanitária do século.


O exemplo acima reforça a importância de existirem fundos de investimento privados e públicos voltados para o desenvolvimento da ciência de modo geral.


Além das definições e exemplos de aplicação da Deep Tech, no dia 8 de janeiro a Sifted, em parceria com a Dealroom e apoiado pela Comissão Europeia, lançou um estudo que aponta 2021 como “O Ano das Deep Techs”, sem contar que o mercado tende a superar a marca de US$17 trilhões ao longo desta década. Porém, para que o setor continue crescendo e gerando ainda mais soluções que possam mudar o mundo, é preciso atrair ainda mais capital de risco.


Em agosto de 2020 de 2020, fomos parceiros da Liga Insights, unidade de inteligência de mercado da Liga Ventures, no desenvolvimento de um estudo sobre o cenário de Deep Techs no Brasil. O material conta com os principais números do setor, além de entrevistas com as principais referências brasileiras no assunto, como Guy Perelmuter, fundador da GRIDS Capital, que também foi nosso convidado na segunda edição da LiveSTATE que você pode conferir clicando aqui.


por,
Fernão Barboza