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Você sabe qual o impacto causado pelo plástico na vida na Terra?
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Recentemente pesquisadores da Hull York Medical School e da Universidade de Hull, ambas na Inglaterra, encontraram 12 tipos diferentes de microplásticos nos órgãos humanos. Ao analisarem amostras, do tecido de um pulmão, coletadas durante cirurgias, os profissionais encontraram partículas com menos de 5 milímetros que estavam principalmente no trato inferior do órgão, mas também no superior, podendo provocar danos à saúde.

Os resultados do experimento foram publicados no final de março na revista Science of The Total Environment. Na análise, a equipe encontrou 39 pedaços de microplástico em 11 das 13 amostras de pulmão — um número maior do que já visto em qualquer estudo de laboratório anterior.

Mas afinal o que são os microplásticos e como eles entram no corpo humano?

De acordo com a mestre em Oceanografia Biológica pela Universidade de São Paulo - USP,  e Doutora em Ciência Ambiental pela Universitat Autònoma de Barcelona, pós-doutoranda na USP e fundadora do Instituto Gelo na Bagagem, plataforma de educação e entretenimento antártico, Francyne Elias-Piera, o plástico acumulado no lixo, muitas vezes vem de locais inimagináveis, como roupas sintéticas, por exemplo.
Segundo a especialista ressalta em seus canais, as peças sintéticas que usamos ao serem lavadas, soltam pequenos fiapos que podem ir parar nos oceanos por meio dos esgotos. Porém os plásticos encontrados na natureza, não se originam apenas das confecções, as embalagens são grandes vilãs nesse cenário.

Com a pandemia mundial do coronavírus, o aumento do delivery de alimentos e do comércio eletrônico, além do maior uso de material hospitalar descartável como máscaras e luvas, fez o consumo de plásticos explodir durante o período de confinamento.

“Só no Brasil, são mais de 11 milhões de toneladas de plástico, o que coloca o país como quarto maior produtor de lixo plástico no mundo. O plástico contamina praias, afetando o turismo e as populações tradicionais, como pescadores e marisqueiras. Vai para oceanos e se transforma em microplásticos, que por sua vez são consumidos por animais, que são capturados e vendidos para consumo humano”, mostram os dados da WWF citados pelo Atlas do Plástico, estudo inédito realizado pela organização sem fins lucrativos alemã Fundação Heinrich Böll.

A fundação alemã chama atenção ainda para as 70 mil a 190 mil toneladas de lixo despejadas por ano no mar brasileiro pela população que vive na costa, um problema para a fauna e flora marinha, para a saúde das pessoas, comunidades tradicionais e o turismo, uma das atividades econômicas mais afetadas pela pandemia.
De olho nessa problemática o STATE News conversou, durante o Bossa Summit, evento que proporcionou um ponto de encontro entre startups e investidores no começo do mês, em São Paulo, sobre o uso de materiais que não agridem o meio ambiente com a Oka Bioembalagens.

A Oka é uma empresa nacional de desenvolvimento de embalagens e produtos pensados para serem incorporados ao ciclo biológico a partir de recursos renováveis e biodegradáveis. Atuando no ramo de pesquisas e desenvolvimento em biotecnologia há 15 anos, a empresa une tecnologia para a concepção de embalagens biocompatíveis feitas a partir da fécula de mandioca e design de produto.

Com uma produção de matéria prima 100% renovável em seus produtos, a empresa não utiliza resinas sintéticas ou de produtos tóxicos. Após seu uso, as embalagens podem ser encaminhadas diretamente para a compostagem, alimentando o solo para gerar novos materiais, ou até servir como ração animal.

Segundo a empresa, os resíduos tornam-se nutrientes para outros ciclos, em um fluxo de materiais que se transformam. Dessa forma, alinham-se à proposta de uma Economia Circular e dos princípios do Berço ao Berço / Cradle to Cradle para nutrientes biológicos, a partir da qual o ciclo do material se inicia e finaliza no solo, retroalimentando um novo ciclo.

Embalagens são resistentes

As embalagens são atóxicas e possuem alta plasticidade e rigidez, além de serem isolantes térmicos e acústicos, resistentes a temperaturas de até 200 ºC.
Além da resistência, as embalagens possuem colorações e texturas naturais baseadas na biomimética – um conceito que busca compreender e reproduzir as estruturas biológicas a partir de novos conceitos inspirados na natureza.

por,
Redação STATE