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Inside STATE: La Fabrique
A seguir você irá conferir uma entrevista realizada com Charlotte Guinet, Innovation Manager da Edenred, Marina Barboza, Innovation Business Design Lead da Worldline, Danilo Guimarães, Consultor de Inovação do Carrefour, Fernanda Moura, Analista de Open Innovation do Carrefour e Marina Finger, Business Manager do BNP Paribas.
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Desde o início de 2020 muitos planos e direções mudaram para o La Fabrique. Novos tipos de relacionamento, novos modelos de trabalho e novas ideias surgiram, mas a essência da iniciativa continuou a mesma: fomentar a inovação e os negócios entre coporações e startups para contribuir com o amadurecimento do ecossistema empreendedor brasileiro.

A seguir você irá conferir uma entrevista realizada com Charlotte Guinet, Innovation Manager da Edenred, Marina Barboza, Innovation Business Design Lead da Worldline, Danilo Guimarães, Consultor de Inovação do Carrefour, Fernanda Moura, Analista de Open Innovation do Carrefour e Marina Finger, Business Manager do BNP Paribas.

Sabemos que o envolvimento com startups é fundamental para o desenvolvimento das áreas de inovação de grandes corporações. Qual o principal case das áreas de inovação de cada corporação do LA FABRIQUE?

Tivemos 14 pilotos mapeados, além de + de 100 conexões entre as áreas de negócios das empresas integrantes do La Fabrique e as startups, sendo desde oportunidades de co-criação de novos modelos de negócios, parcerias e até indicação para fundos de investimento. Como caso de sucesso, por exemplo, a Nekto, plataforma digital de recrutamento e seleção, que acabou sendo comprada por um parceiro após um evento de Connect. Além disso, observamos também ganhos significativos na cultura interna, pois tem sido uma forma de mostrar como ser mais ágil trabalhando com todo o ecossistema de inovação e no modelo mental das startups. O uso de metodologias ágeis e a capacidade de reinvenção das startups são com certeza uma importante fonte de inspiração para nós.

Ao longo da pandemia, todos tivemos que nos reinventar. Dentre todos os desafios enfrentados neste período, qual foi o principal a ser superado pelo LA FABRIQUE e como foi o caminho para chegar até uma possível solução?

A pandemia certamente afetou bastante o planejamento que tínhamos para o La Fabrique, que foi inaugurado semanas antes do lockdown e que era pautado na interação de benefícios do espaço físico. Tivemos que nos reinventar para conseguir criar conexões e oportunidades para compartilhamento mesmo online e como podíamos nos unir enquanto parceiros do La Fabrique e explorar nossos interesses em como. Contamos muito com o feedback das próprias startups residentes da iniciativa, que nos indicaram o caminho que fazia mais sentido para elas, o que nos permitiu ajustar o nosso modelo de atuação. Criamos eventos online como o Connect, que tem como objetivo conectar empresas e parceiros com o ecossistema de inovação e promover networking, e o Academy, que tem como objetivo compartilhar e aprender com o ecossistema de inovação. 

Por fim, tivemos que aprender como engajar com a comunidade e gerar networking, mesmo distantes, algo que ainda estamos aprendendo como fazer.

A discussão sobre qual será o modelo mais adequado para o futuro do trabalho é outra pauta que vem ganhando cada vez mais força em salas de reunião de várias empresas. Na visão de vocês, qual é o modelo mais promissor e por que?

Acreditamos em um modelo híbrido e flexível de trabalho, que permita a todos desfrutarem dos benefícios tanto de estar em escritórios e espaços colaborativos, quanto de estar conectado virtualmente: no espaço físico, relacionamento com os times e networking, e no digital, a quebra de fronteiras que abre oportunidades a nível global. Entendemos que esse é um modelo com grande aderência no mundo das startups já muito antes da pandemia, e observamos ao longo do último ano como as grande corporações tiveram que se adaptar de maneira muito rápida a essa nova realidade. Nesse momento já não temos como voltar atrás, e com certeza temos ainda muito a aprender com a experiência das startups. No La Fabrique pretendemos manter essa flexibilidade, oferecendo às startups planos com serviços físicos e virtuais.

Ainda falando sobre Futuro do Trabalho, qual o papel do LA FABRIQUE dentro desta temática?

O La Fabrique é um centro de inovação que tem como missão acelerar e fomentar empresas, startups e projetos de desenvolvimento e tecnologia no Brasil, seja no formato online ou offline. Acreditamos que o espaço físico permite muitas trocas e networking, mas o online é uma oportunidade única de atingir diversos públicos e disseminar a cultura La Fabrique. Vamos com certeza manter esse posicionamento para o futuro, que permite ampliar o escopo de atuação da iniciativa para fora de São Paulo e oferecer flexibilidade a todos os membros do nosso ecossistema.

Estamos na reta final de 2021, mas o que esperar do LA FABRIQUE para 2022?

2021 foi um ano muito promissor para nós, com a definição de novas parcerias - como a Plug and Play e a BR Angels - e redefinição da estratégia para o modelo híbrido. O trabalho que fizemos se refletiu no sucesso da iniciativa, que começou o ano com apenas uma startup residente e finaliza 2021 com 27 startups residentes, a nova sede da Plug and Play e mais 120 pitches e 50 conexões ocorridas ao longo do ano. Estamos ganhando visibilidade, aproveitando das nossas forças enquanto empresas líderes globais e nos  conectando a eventos e outros hubs que temos contato, no próximo ano temos a expectativa de crescer ainda mais.

Para 2022 pretendemos retomar os eventos presenciais, de acordo com a evolução das flexibilizações das restrições da pandemia. Sentimos que esses eventos podem trazer grande valor aos membros do ecossistema, e reforçar a criação de conexões entre corporates, os parceiros e as startups. Também traremos um foco maior na troca de experiências dentro do ecossistema, e organizar mais eventos públicos e abertos para todos os interessados no tema. O objetivo é estar cada vez mais presente no ecossistema de uma forma geral, e atuar de maneira mais ativa no seu apoio e crescimento.

Como funciona a governança do LA FABRIQUE?

A governança do projeto se dá de forma colaborativa entre os pontos focais de cada uma das empresas fundadoras da iniciativa. Temos reuniões periódicas para definição tanto de questões estratégicas quanto operacionais, e sempre chegamos em um acordo comum para a tomada de decisão. Internamente cada empresa tem a sua própria governança de decisão, entretanto os principais sponsors finais são os CEOs de cada uma das empresas fundadoras. Ter esse apoio da alta gerência tem se mostrado fundamental para o sucesso da iniciativa, tanto interna quanto externamente às empresas.

Como foi o alinhamento da estratégia do LA FABRIQUE entre as quatro empresas fundadoras?

O La Fabrique surgiu da vontade comum entre as quatro empresas de fomentar o ecossistema de inovação brasileiro e de reforçar internamente a nossa cultura corporativa de inovação. A busca por criar conexões com start-ups e outros parceiros, acompanhar o mercado e se posicionar como referências no campo de inovação é o principal driver da nossa estratégia comum enquanto La Fabrique, que quer fazer tudo isso dando especial atenção aos temas de diversidade e de sustentabilidade. Esse alinhamento acabou acontecendo naturalmente, visto que as quatro empresas já possuíam esse entendimento da necessidade de não se fechar e de se manter próximos e atualizados às novas soluções que surgem no mercado brasileiro.

Temos hoje o espaço aberto a todos os setores de negócios e a todos os tipos de parceiros, pois queremos ter uma visão ampla do ecossistema que beneficie a todos os envolvidos. Isso também é importante para nós mesmos, pois temos uma ampla gama de produtos e soluções sendo oferecidas e desenvolvidas dentro de cada empresa, além das funções operacionais necessárias a qualquer entidade – RH, TI, etc – que também podem se beneficiar do ecossistema criado no La Fabrique, tanto pelas soluções que aparecem nas conexões que fazemos quanto pelo aprendizado de novas formas de trabalho e de relacionamento.

Para saber mais e se conectar com o La Fabrique clique aqui.























por,
Fernão Barboza