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A história da ciência escrita por mulheres - Parte 1
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Nos últimos anos acompanhamos o crescimento e fortalecimento de movimentos sociais históricos. Cada um lutando em prol de pautas específicas, mas com um ponto em comum: construir uma sociedade a qual todes tenham seu lugar e sua fala respeitadas e reconhecidas.


Quem acompanha nossas publicações nas redes sociais deve ter sido impactado por três posts recentes que fizemos e que hoje nos inspiraram a escrever este texto sobre a importância da contribuição e presença feminina na ciência.


Em publicação feita no dia 3 de março de 2020, o site do Instituto Butantan revelou que mulheres ocupam 71% dos cargos de “Pesquisador Científico” da instituição, que é uma das principais referências dentre os centros de pesquisas e produção de imunobiológicos do mundo. Segundo a Dra. Ana Marisa Chudzinski, Diretora do Centro de Desenvolvimento e Inovação do Instituto, a explicação para este número está relacionada ao maior acesso de mulheres às universidades.


Outros números interessantes de serem destacados são em relação a representatividade das mulheres dentre bolsistas da Capes: em 2019 cerca de 61% das bolsas foram direcionadas a mulheres, e segundo um levantamento feito pelo CNPq em 2015, as mulheres representavam cerca de 61% e 68,3% do número de bolsas nas áreas de ciências biológicas e saúde respectivamente.


Dados os números e fatos, selecionamos algumas mulheres cientistas que você precisa saber quem são.


Matilda Moldenhauer Brooks


Formada pela Universidade de Harvard em 1920, a bióloga Matilda Moldenhauer Brooks ficou conhecida por descobrir o antídoto para o envenenamento por monóxido de carbono no ano de 1932.


Esta descoberta rendeu até uma carta emblemática escrita por um médico homem ao Conselho de Administração do Mount Holyoke College:


" [...] Parece-me que, na era moderna, quando há tantas mulheres capazes neste país, educadas e treinadas para a liderança, não apenas entre as mulheres, mas também os homens, que é uma decisão reacionária muito curiosa da parte dos que estão no poder, voltar ao costume antigo de considerar um homem como o único capaz de liderar um grupo de mulheres ".


Fonte: edumaisbrasil.com.br


Marie Curie


Provavelmente Marie Curie seja a mulher cientista mais conhecida da história. Polonesa, nascida em Varsóvia no ano de 1867, Curie foi a primeira pessoa a ganhar dois Nobels em duas áreas diferentes de estudo: Química e Física.

Superando inúmeros desafios, desde a morte de sua irmã mais velha e de sua mãe, até a não aceitação de mulheres em universidades, Marie Curie se tornou uma grande referência em ambas áreas e foi a responsável pela descoberta de dois elementos químicos, o rádio e o polônio.


Katherine Johnson


Se o homem chegou à Lua, foi também por causa dos notáveis conhecimentos matemáticos de Katherine Johnson. Nascida no dia 26 de agosto de 1918, Katherine Johnson teve participação fundamental no desenvolvimento do setor aeroespacial norte americano, tendo contribuído com missões como o Projeto Mercury e o voo da Apollo 11 à Lua em 1969.


Mulher, negra nascida no Estado da Virgínia, formou-se aos 14 anos no ensino médio e aos 15 anos iniciou seus estudos em matemática e francês na West Virginia University tendo se formado com notas máximas aos 18 anos, tendo sido a única mulher selecionada para entrar na universidade dentre 3 alunos negros.


Parte de sua história é contada no filme “Estrelas além do tempo” indicado ao Oscar em 2016, em que seu papel foi interpretado pela atriz Taraji P. Henson.


Além da ciência, Katherine foi homenageada pela “Barbie” com a criação da boneca Barbie Cientista.


Yvonne Mascarenhas


“Yvonne é, não somente um ícone da Ciência Brasileira, mas um motivo de grande orgulho e exemplo para suas colegas, mulheres, cientistas”.


As aspas acima fazem parte de um comunicado feito pela USP ao homenagear a Dra. Yvonne Mascarenhas, cientista brasileira ganhadora do prêmio da Sociedade Brasileira de Física.


Formada em Química e Física pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dra. Yvonne Mascarenhas tem mais de 200 artigos publicados sobre cristalografia de raios X, além de ter sido a primeira mulher a ocupar uma cadeira como professora titular na Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo.


Em 1956 chega a cidade de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo, e posteriormente contribuiu na criação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) que hoje é um dos principais centros de pesquisa da América Latina.




Fontes:

https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/dicas/mulheres-na-ciencia-conheca-as-cientistas-que-entraram-para-a-historia


https://super.abril.com.br/historia/marie-curie-a-polonesa-mais-brilhante-do-mundo/


https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/02/24/katherine-johnson-matematica-negra-que-ajudou-a-nasa-a-ir-para-a-lua-morre-aos-101-anos.ghtml


https://pt.wikipedia.org/wiki/Katherine_Johnson


https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6773257887813840896/


https://revistapesquisa.fapesp.br/yvonne-primerano-mascarenhas-a-senhora-dos-cristais/


por,
Equipe STATE